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Saúde da Mulher

Congelamento de óvulos é uma ótima opção para mulheres que queiram preservar sua fertilidade e adiar a maternidade com segurança


Técnica de congelamento de óvulo, chamada vitrificação possibilita a gravidez da mulher, com seus próprios óvulos, independente da idade em que deseje engravidar.

Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em novembro, mostra que as brasileiras estão se casando mais tarde e, consequentemente, tornando-se mães com mais idade. Com isso, a preocupação passou a ser em relação a possibilidade de ter – ou não – uma gestação segura após os 35 anos.

Atualmente, com os constantes avanços da medicina já é possível que a mulher tenha essa possiblidade por meio do congelamento de óvulos.

Desde sua introdução em 1983, o congelamento de embriões humanos é realizado de maneira eficiente como procedimento de rotina em bons laboratórios de Fertilização in vitro. O método representa uma chance significativa aos casais que passaram por um ciclo de tratamento com transferência embrionária ‘a fresco’ sem sucesso.

Com os avanços na área de criopreservação, a implementação da técnica de vitrificação para embriões e, principalmente, para óvulos passou a apresentar resultados promissores.

O nascimento do primeiro bebê saudável proveniente de óvulos vitrificados foi relatado em 1999. Recentemente, demonstrou-se que esse método de preservação não interfere na qualidade do óvulo, sendo uma ferramenta eficiente para aplicação ma rotina laboratorial.

“Quando a mulher quiser engravidar, poderá descongelar os óvulos que serão inseminados em laboratório e embriões selecionados serão transferidos para o útero”, explica Dra. Patrícia Toniolo Varella Costa, ginecologista, obstetra e Especialista em Reprodução Humana Assistida.

Dra. Patrícia Varella alerta que, apesar do congelamento de óvulos ser uma opção cada vez mais viável e segura, nem todas as mulheres sabem disso e que o tempo de espera em excesso para engravidar pode diminuir a taxa de fecundidade. “Com o passar da idade homens e mulheres apresentam maiores dificuldades para gerar um bebê. O fator ‘idade’ é mais marcante nas mulheres. Elas nascem com muitos folículos (estruturas que contém os óvulos) que se formaram ainda no útero materno, ou seja, quando uma menina está sendo gerada ela já produz seus ‘óvulos’, explica a doutora. À medida que as mulheres envelhecem, a reserva de óvulos diminui gradativa e exponencialmente. Tornam-se, pois, gradativamente menos férteis a partir dos 35 anos, pela diminuição da quantidade de folículos precursores de óvulos pelos ovários até um esgotamento completo dos mesmos, com a falência ovariana.

Com os avanços da tecnologia médica, o diagnóstico de possíveis alterações pode ser feito precocemente e as chances de sucesso em gestantes com idade avançada melhoraram muito. “O óvulo por ser uma célula muito grande, tem um alto índice de perda no processo de congelamento e descongelamento lento e pesquisadores procuraram minimizar o problema desenvolvendo novas técnicas de preservação. Com isso, a vitrificação mostrou ser a técnica ideal para este gameta, proporcionando índices acima de 95% de sobrevivência ao processo”, explica Dra. Patrícia Varella.

Diferente do protocolo lento, a vitrificação é um método de congelamento rápido, onde se utiliza alta concentração de crioprotetores e a queda de temperatura é de -23000 oC/min minimizando as chances de lesão de estruturas celulares.<br />

Este é um processo seguro, onde o índice de malformações entre as crianças nascidas é de 2,5%, porcentagem comparável ao de nascimentos naturais ou por fecundação in vitro.

As vantagens são muitas:

– Mulheres diagnosticadas com câncer que irão submeter-se à quimioterapia podem vitrificar seus óvulos antes do tratamento, uma vez que a fertilidade dessas pacientes pode ser afetada e correr o risco de se tornarem inférteis. Os gametas femininos criopreservados poderão ser utilizados em um ciclo de injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) após recuperação da paciente;

– Possibilidade de armazenar óvulos em um banco de óvulos, assim como se faz há muitos anos com o sêmen, facilitando o processo de ovodoação (doação de óvulos). Em centros de fertilização assistida é bastante restrita a disponibilidade de pacientes, submetidas a ciclos de ICSI, que autorizam a doação dos óvulos excedentes. Além disso, muitas vezes quando se encontra uma doadora compatível, a paciente receptora pode não estar com o endométrio preparado para a implantação embrionária, implicando no congelamento dos embriões. Com o aperfeiçoamento da técnica de preservação do óvulo, foi possível auxiliar no estabelecimento de um programa de doação mais eficiente por meio de um Banco de Óvulos como se tem para banco de sêmen;

– Armazenar óvulos ao invés de embriões pode resolver o dilema de casais que não se sentem confortáveis com esse fato, por razões morais e éticas; e

– Mulheres que queiram apenas preservar a fertilidade e adiar a maternidade podem congelar seus óvulos quando ainda são mais jovens e com boa qualidade de óvulos, para utilização no momento em que decidam gestar sem preocupação com a idade reprodutiva no momento de escolha em engravidar. Os óvulos podem ser fecundados in vitro e os embriões obtidos transferidos ao útero com a mesma probabilidade de gestação que tinha no momento do congelamento.

“A técnica está em uso nas boas clínicas de reprodução há cerca de 3 anos e por ser uma relativa novidade não há dados que demonstrem o tempo de viabilidade de preservação dos óvulos vitrificados, porém se utilizarmos por comparação o congelamento de embriões, consideramos que poderiam permanecer congelados intactos por um longo período”, finaliza Dra. Patricia.

Portanto, assim que a mulher se decidir pela gestação, o ideal é procurar um médico para a realização de exames, avaliações e detecção de doenças que podem comprometer a gravidez. Por isso, a consulta ao médico torna-se extremamente importante para verificar todas as possibilidades. Em caso de reprodução assistida, a gestação requer os mesmos cuidados e recomendações, principalmente por aumentar as chances de gestação múltipla.

“Se a futura mãe tiver a seu favor boa saúde, peso adequado, boa alimentação, vida saudável e cuidados pré-natais, as perspectivas de uma gestação sem riscos são as mesmas de uma gestante mais jovem”, finaliza Dra. Patrícia Varella.

Sobre Dra. Patrícia Varella (http://www.drapatriciavarella.com.br) – Ginecologista e Obstetra formada há 13 anos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), possui Título de Especialista em Reprodução Humana Assistida, pelo Instituto Sapientiae. Desde 2004 atua em seu próprio consultório, em São Paulo (SP), onde atualmente dedica-se exclusivamente.