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Estou grávida. O que preciso saber?
Pronto! Você descobriu que está esperando um filho. Isso significa que você está iniciando uma jornada cheia de mudanças (externas e internas) e que terá um final fantástico. Um bebê em seus braços.
Antes de entrar em desespero, é importante saber de algumas coisas e vamos te ajudar.
E importante saber inicialmente que os primeiros três meses da gravidez (1º trimestre) costuma ser de adaptação. Você viverá muitas novidades, fortes emoções e, em muitas vezes, emoções contraditórias. Isso tudo é natural e previsível, uma vez que descobrir-se grávida é vislumbrar um futuro totalmente novo, incluindo um novo ser.
Durante as primeiras semanas de gravidez é comum a mulher ter mais sono e maior necessidade de recolhimento.
A forma como cada paciente lida com o início da gestação é também resultado do momento que ela está vivendo, considerando todas as áreas de sua vida, incluindo a afetiva, financeira, social, familiar, de relacionamento afetivo, espiritual e outras. Por isso, é extremamente importante que o profissional que te acompanhará neste período tenha um histórico clínico completo, precisando conhecer seus antecedentes, seu o dia a dia e minimamente sua posição familiar e profissional. Isso é importante para se estreitar uma relação com o seu obstetra, onde permitirá maior confiança e empatia.
Neste período inicial é comum haver um aumento da frequência cardíaca, traduzida por palpitações, sudorese excessiva, alterações de humor, sensação de perda da cintura (as roupas ficam mais justas). Isso não acontece exatamente por conta do embrião, que apesar de estar crescendo ainda é bastante pequeno, mas sim por conta dos estímulos hormonais que vem ocorrendo.
O mais importante é saber que toda essa mudança é natural. O inicio de pré-natal imediato é muito importante.
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Como contar as semanas da gestação?
O tempo da gravidez completa é de 280 dias. Uma forma bem mais simples fazer a contagem é considerar 10 meses lunares (que tem sempre 28 dias, ou seja, exatas 4 semanas). Também pode ser contado em 40 semanas ou 9 meses solares, mas estes meses são variáveis uns com 30, 31 e 28 dias, o que dificulta a precisão. Por este motivo, muitas vezes a sua conta não bate com a conta do médico, isso porque geralmente, o médico inicia a contagem desde o primeiro dia do último período menstrual.
Nas gestações espontâneas, começamos a contar as semanas a partir do 1º dia da data da última menstruação, semana a semana, para pacientes com ciclo menstrual regular e que lembrem-se dessa data. Pode-se somar semana a semana, através de um calendário comum.
Outra forma é somar todos os dias desde a data da última menstruação e dividir por sete (já que cada semana tem 7 dias). Se houver restos nessa divisão, é o número de dias.
Mas, como cada mês do ano varia, alguns com 4 semanas, outros com 5, é preferível calcular em semanas. Isso porque também, no final da gravidez, cada semana faz muita diferença em termos de tempo, ou seja, uma gestante permanece com “9 meses” durante 4 ou 5 semanas. Por isso, avaliar SEMPRE em semanas é muito mais preciso e seguro.
Para mulheres que desconhece ou não se lembram da data da última menstruação, ou ainda que tenha ciclos menstruais muito irregulares, é possível através de uma ultra-sonografia precoce (de 1º trimestre) saber ao certo a data da gravidez com tabelas que correlacionem o CCN (Comprimento Cabeça Nádega) ou medida do embrião informada no ultra som com a IG (Idade Gestacional).
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Enjoos e vômitos são capitulo à parte
Nos três primeiros meses é normal que a futura mamãe sinta estes sintomas. 75% das grávidas passam por isso, sobretudo no começo da manhã.
Os enjoos são decorrentes da ação da progesterona endógena (produzida pelo próprio organismo) e do próprio HCG (gonadotrofina coriônica). Uso de progesterona via vaginal não causa em absoluto piora das náuseas/vômitos.
Saiba como minimizar esses sintomas:
• Se alimentar várias vezes ao dia, com intervalos de, no máximo, 3 horas, em pequenas quantidades. Brincamos que a gestante com enjôos no primeiro trimestre deve comer feito passarinho: de pouquinho em pouquinho. Evitar deixar o estômago vazio e mantê-lo com alimento ajuda a amenizar ou até evitar estes sintomas;
• Deixar na cabeceira da cama algumas bolachas de água e sal, num recipiente bem fechado. Ao acordar, antes de se levantar, comê-las bem devagar e continuar deitada por mais uns minutos;
• Se a gestante sentir enjoo ao escovar os dentes pela manhã, é melhor adiar mais um pouco;
• Preferir alimentos de que mais gosta;
• O gengibre também é bastante indicado para amenizar a sensação de enjoo;
• Procurar ingerir muitos líquidos, de preferência água. Para a maioria das grávidas, os líquidos gelados são os mais tolerados. Outras preferem adicionar suco de limão ou laranja;
• Sorvetes de frutas são excelentes fontes de líquidos e podem ser ingeridos como complemento de algum lanche intermediário;
• Andar ao ar livre pode fazer com que a gestante sinta-se melhor;
• Procurar se ocupar para não ficar focada no incômodo.
Existem medicamentos e leves sedativos que podem ser usados para o controle dos enjôos. Devem ser prescritos apenas pelo seu médico. O grande ponto é que, infelizmente em algumas grávidas, a maioria dos medicamentos não surte efeito satisfatório, mas pode-se tentar.
Está disponível também no mercado um produto fabricado na Inglaterra. São duas fitas para serem colocadas nos pulsos com a finalidade de proporcionar alívio efetivo para todas as formas de enjoo, inclusive o causado pela gravidez. A ação desse medicamento é exercida pela pressão sobre o ponto de acupressura existente em cada pulso (denominado ponto Nei-Kuan) e seu efeito já pode ser percebido dentro de poucos minutos. Não causa sonolência ou qualquer outro efeito secundário.
É muito comum também haver um aumento da secreção vaginal, que é importante diferenciar de corrimento (vulvovaginite).
A gestante pode ter uma maior salivação (sialorréia) e vontade de ingerir alimentos diferentes ou específicos. Além disso, pode estar propensa a sensação de fraqueza e desmaios, após mudanças bruscas de posição, sobretudo quando a gestante ficar sem se alimentar.
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Dicas para ter uma gestação segura e saudável
Mamãe, anote algumas recomendações que te ajudarão nesta fase e, principalmente, que ajudará seu bebê se desenvolver forte e saudável.
• Beba muita água, sempre!
• Procure manter uma alimentação balanceada, fracionada em pequenas quantidades e com intervalos menores. Coma muitas fibras, frutas, verduras e legumes. Mastigue bem os alimentos;
• As bebidas alcoólicas em qualquer quantidade, mesmo que mínimas, são completamente prejudiciais ao bebê, por isso, não ingerir;
• O hábito de fumar, além de ser prejudicial à saúde da mãe, aumenta o risco de aborto e má formação do bebê;
• Se precisar utilizar produtos para tingimento de cabelo ou pêlos, não utilize produtos com amônia. Pode ser utilizado shampoo tonalizante sem amônia;
• Praticar atividades físicas após 12ª semana, se não houver contra-indicação do obstetra. Pratique exercícios de menor impacto, apropriado para gestante como: hidroginástica, caminhada, pilates para gestante, ginástica localizada e yoga;
• Usar diariamente hidratante para pele, o que além de hidratar, também previne as tão temidas estrias;
• Sempre utilize filtro solar. Para rosto e mãos o ideal é fator 40 ou bloqueador;
• Procure utilizar sutiãs com boa sustentação e de alças largas. Calcinhas próprias para gestante, preferencialmente em algodão, são excelentes;
• Dê preferência aos calçados de saltos baixos. Para evitar queda, não utilize calçados com saltos muito altos, plataformas ou finos;
• Evite ficar de pé durante um longo período. Descanse, sente-se e repouse sempre que possível;
• Procure deitar-se e descansar as pernas a uma altura acima do coração;
• Procure seu dentista e informe sobre sua gravidez.
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Esclarecendo algumas dúvidas:
• Posso fazer sexo durante a gestação?
Sim. Preferencialmente após 12 semanas, exceto em casos de contraindicação médica, como sangramentos vaginais, perdas de líquido, ameaça de contrações. Não havendo nenhuma dessas intercorrências, a gestante pode manter relações sexuais até mesmo no dia do parto.
• Quais medicamentos posso tomar? Não ingerir nenhum tipo de medicamento sem a orientação do seu médico. É preciso esclarecer com ele o que pode e o que não pode neste período. Caso sofra de dores de cabeça, cólicas fortes e/ou frequentes, sangramento, inchaço dos pés, mãos e face, perda de líquido, dor ao urinar, corrimento escuro, contrações fortes e/ou frequentes informe seu médico para que ele possa te auxiliar quanto a medicamentos.